CASO Madeleine

Ministro português entra em polêmica policial do caso Madeleine
Menina britânica desapareceu em 3 de maio, num resort em Portugal.Pais foram apontados como suspeitos do sumiço da filha.



O ministro da Justiça de Portugal, Alberto Costa, disse hoje que existe "uma cooperação frutífera" entre as polícias portuguesa e britânica que investigam o caso da menina britânica Madeleine McCann, que desapareceu em maio deste ano de um resort no Algarve. A declaração do ministro foi uma forma de tentar aliviar as duras afirmações do homem que coordena as investigações pela Polícia Judiciária portuguesa, Gonçalo Amaral.

Em uma explosiva entrevista ao jornal lusitano "Diário de Notícias", publicada nesta terça-feira, Amaral disse que "a polícia britânica esteve apenas trabalhando sobre pistas que convêm ao casal McCann", em referência aos pais da criança, Gerry e Kate. Acrescentou ainda que a polícia britânica está investigando pistas oferecidas pelos pais de Madeleine e esquece que estes "são suspeitos da morte da filha". Já o ministro Costa disse que, por parte da polícia portuguesa, existe a vontade de "aumentar a colaboração" com os britânicos e que o importante é "se concentrar no trabalho e não no comentário" do responsável da Polícia Judiciária.

Veja a cobertura completa do caso


As declarações do ministro da Justiça português coincidem também com outros comentários do advogado do casal McCann. O advogado dos pais de Madeleine, Carlos Pinto de Abreu, disse hoje que as críticas mútuas entre as polícias portuguesa e britânica "prejudicam as investigações". Ele disse à emissora estatal de rádio "Antena 1" que é preciso abandonar "o chauvinismo" no processo das investigações. Os investigadores portugueses suspeitam que Kate e Gerry McCann podem estar envolvidos na morte acidental de Madeleine, porque cães especialmente treinados pela polícia britânica detectaram cheiro de cadáver no automóvel, no apartamento e em objetos pessoais relacionados ao casal. No entanto, os pais - segundo declarações pessoais ou de seus porta-vozes - consideram as acusações um despropósito e dizer ter certeza que a filha foi seqüestrada, e que a polícia não deveria desistir de encontrá-la viva.

Fonte: Do G1, com agências

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